cover
Tocando Agora:

Caso Oliver: Justiça do RS diz que não recebeu processo sobre agressões anteriores; promotoria de SC garante envio

Mãe de menino de três anos morto após ser espancado pelo pai também é presa A morte de Oliver Golden Grayson, menino de três anos morto após ser espancad...

Caso Oliver: Justiça do RS diz que não recebeu processo sobre agressões anteriores; promotoria de SC garante envio
Caso Oliver: Justiça do RS diz que não recebeu processo sobre agressões anteriores; promotoria de SC garante envio (Foto: Reprodução)

Mãe de menino de três anos morto após ser espancado pelo pai também é presa A morte de Oliver Golden Grayson, menino de três anos morto após ser espancado pelo pai em Viamão, revelou um impasse entre instituições do sistema de Justiça dos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Os pais, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson e Mayanna Angelina Rodgers, permanecem presos preventivamente. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) afirmou ao g1 que a Vara da Infância e da Juventude de Viamão não recebeu o processo que acompanhava a família quando ela morava em Santa Catarina. Já a Promotoria de Justiça de Palmitos (SC) sustenta que o procedimento foi encaminhado ao Judiciário gaúcho após a mudança do casal para o estado, em 2025. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo o TJRS, todos os e-mails da Vara de Viamão foram revisados e "não foi localizado nenhum envio do Foro de Palmitos". O tribunal informou ainda que solicitou o envio do processo, mas que, até o momento, ele ainda não havia sido encaminhado. Em sentido oposto, a Promotoria de Justiça de Palmitos afirma que o procedimento foi remetido após autorização da Justiça catarinense. Segundo o órgão, a remessa foi certificada nos autos do processo. O Ministério Público informou que o envio consta no evento 245, com certificação cartorária, e que a movimentação de remessa foi registrada no evento 246 do processo catarinense. LEIA TAMBÉM: Polícia vai apurar eventual omissão da rede de proteção de Viamão Irmãos de Oliver seguem em abrigo da rede de proteção Investigação aponta que crianças eram obrigadas a assistir a agressões dentro de casa O que diz Santa Catarina A Promotoria de Justiça de Palmitos informou que recebeu denúncias anônimas, em março de 2025, relatando supostas agressões físicas contra um dos filhos do casal. A partir disso, Conselho Tutelar, Polícia Militar e Ministério Público foram até a casa da família. Segundo a promotoria, a inspeção não encontrou hematomas ou outros sinais de agressão. As crianças, conforme o órgão, estavam bem vestidas, em bom estado de saúde e moravam em uma residência considerada adequada. Mesmo assim, diante das denúncias e de registros anteriores envolvendo a família em outro estado, os cinco irmãos foram acolhidos por cerca de três meses. Durante esse período, laudos psicológicos concluíram que os pais tinham condições psíquicas para exercer a guarda dos filhos. Um estudo social também apontou que não havia elementos suficientes para confirmar violência doméstica ou maus-tratos. Segundo a promotoria, outro relatório registrou forte vínculo afetivo entre os pais e as crianças durante as visitas assistidas. Com base nessas avaliações, a Justiça determinou o retorno das crianças à família em junho de 2025. Depois disso, segundo o Ministério Público catarinense, a família permaneceu acompanhada pela rede de proteção até se mudar para Viamão, em agosto daquele ano. Foi após essa mudança que, conforme a promotoria, o procedimento de proteção foi remetido para a Vara da Infância e da Juventude de Viamão, para continuidade do acompanhamento. O TJSC informou que o caso tramita em segredo de justiça e que não pode repassar informações. O que diz o Tribunal do RS Já o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul afirma que a Vara da Infância e da Juventude de Viamão não tinha conhecimento do caso antes da internação de Oliver. Segundo o tribunal, uma revisão dos e-mails da unidade não encontrou qualquer mensagem enviada pelo Foro de Palmitos com o processo. O TJRS informou ainda que já solicitou o envio dos autos, mas que eles ainda não haviam sido recebidos. O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou que só tomou conhecimento do caso apenas após a internação e morte de Oliver e que, agora, acompanha a investigação junto com a Polícia Civil. Entenda o caso A Polícia Civil afirma que o menino de 3 anos teria sido espancado pelo próprio pai em Viamão. O missionário norte-americano confessou o crime e está preso desde domingo (5). Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que a motivação para as agressões foi o filho não ter lhe dado "bom dia". De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pela investigação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora. Mãe de menino de três anos morto após ser espancado pelo pai é presa por omissão, afirma polícia Reprodução/Redes sociais Oliver Golden Grayson tinha 3 anos Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS